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Santander: mudanças no plano de saúde não podem prejudicar trabalhadores
10/03/2017

A Comissão Organizativa dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com o banco na terça-feira (7) para tentar sanar as dúvidas sobre mais uma mudança no plano de saúde dos funcionários do banco. Pelo quinto ano consecutivo o banco promove alterações no plano de saúde sem qualquer tipo de negociação com os representantes dos trabalhadores.
 
“O que o banco faz é um total desrespeito com os trabalhadores que garantem o lucro da instituição financeira. Sem ouvir os trabalhadores ou seus representantes o banco, desta vez, trocou a operadora do convênio medico”, disse Alberto Maranho, diretor de Bancos Privados da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) e funcionário do Santander, lembrando que em outras oportunidades o banco aplicou reajustes de cerca de 30% na mensalidade, tentou implementar cobrança por faixa etária e reduziu de 24 para 21 anos a idade máxima permitida para que filhos sejam enquadrados como dependentes.
 
O convênio médico deixa de ser o Bradesco Saúde e passa a ser o SulAmérica Saúde. Com a alteração, a coparticipação dos bancários nas consultas, exames terapias e atendimento de emergência passa de 20% para 25% e, a partir da sétima consulta vai a 30%. O desconto na folha dos funcionários, que atualmente é de 10% do custo do convênio, passará a ser de 30%.
 
Para os admitidos a partir de 1º de março de 2017 a condição é ainda pior. Eles terão que arcar com 25% a 50% do custo do convênio. Além disso, a cobrança aos novos bancários será feita por pessoa e por faixa etária, elevando o valor da mensalidade para quem tem dependente e esta com idade mais elevada.
 
“Como o banco se recusou a atender nossa reivindicação de que os percentuais de coparticipação não sofressem aumento, cobramos que ao menos os atendimentos emergenciais não entrem nessa contagem. Além disso, reivindicamos esclarecimentos sobre quais exames são considerados simples. O banco ficou de estudar a proposta”, disse a coordenadora da COE, Maria Rosani.
 
Histórico de desrespeito
As mudanças no plano de saúde pelo Santander sem consultas aos trabalhadores começaram em novembro de 2013, quando o banco aplicou reajuste de cerca 30% na mensalidade e tentou implementar cobrança por faixa etária. “Barramos na justiça a cobrança por faixa etária. Parece que o banco somente nos ouve desta forma”, disse o dirigente da FETEC-CUT/SP.
 
Em 2014, novamente reajustou em cerca de 20% a mensalidade e reduziu de 24 para 21 anos a permanência do filho no plano de saúde como dependente. Dessa forma, os filhos a partir de 21 anos continuam no convênio até os 24 anos, mas na condição de agregados, com o funcionário tendo de arcar com o preço cobrado pelo plano no mercado.
 
E em 2015 e 2016, aplicou reajustes nas mensalidades muito acima da inflação.
 
Níveis
Outra queixa dos bancários abordada na reunião diz respeito aos níveis dos novos planos. Muitos funcionários que tinham planos de nível superior, por opção própria, foram realocados conforme seu cargo e salário e não têm a opção de fazer o upgrade do seu plano mesmo se quiserem pagar mais por isso. O banco esclareceu que somente os funcionários que haviam feito opção no plano anterior para o nível de internação em enfermaria podem fazer o upgrade para o nível correspondente ao seu cargo e salário no plano atual.
 
Os representantes dos trabalhadores cobraram que a migração seja disponibilizada para todos e em todos os níveis de planos para garantir a isonomia de direitos.
 
Já os funcionários contratados a partir de 1º de março deste ano foram enquadrados no plano de saúde conforme seu cargo e salário, mas a cobrança da mensalidade é feita pela faixa etária. “Somos totalmente contrários. A medida é discriminatória em relação às pessoas de mais idade, que dependem mais do plano de saúde. Reivindicamos o fim deste critério”, destacou a coordenadora da COE.
 
Rede credenciada
O Santander afirmou que todos os casos envolvendo tratamento de doenças crônicas, gestantes com mais de 24 semanas de gestação, recém nascidos, e trabalhadores afastados - que o médico ou serviço não esteja incluído na rede credenciada da nova operadora - serão analisados individualmente.
 
Os dirigentes sindicais reivindicaram que, nestes casos, incluídas doenças do trabalho, não sejam cobradas coparticipações e que que o banco, de fato solucione, caso a caso, a situação de pessoas que, por exemplo, não têm mais o seu médico incluído na rede credenciada.
 
O Santander afirmou que nada mudou e que não houve prejuízos aos trabalhadores. “Como não houve prejuízo? A rede credenciada mudou e, em inúmeros casos, foi reduzida significativamente. Por isso, cobramos na reunião a ampliação em 30 dias, a partir de 7 de março, do prazo para indicações de médicos, hospitais e outros serviços para as redes da SulAmérica e Uniplan. Se nada mudou e não houve prejuízo aos trabalhadores, e preciso que seja mantida, ou ampliada, a rede credenciada disponível antes da troca de operadora”, disse O dirigente da FETEC-CUT/SP.
 
Os dirigentes vão solicitar que os sindicatos fiquem atentos para possíveis reduções de rede e de qualidade de atendimento. (Fonte: Fetec/CUT-SP)

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