|
Depois de muita cobrança dos empregados, a direção da Caixa Econômica Federal apresentou, em negociação com os representantes dos trabalhadores, o Plano de Funções Gratificadas (PFG) como alternativa ao Plano de Cargos Comissionados (PCC). De acordo com a diretoria do Sindicato, que participou da negociação, o PFG contempla várias reivindicações, como a redução, em média, de 45% no Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) e a redução de 120 para 68 no número de cargos em comissão sem que haja perda de função do empregado. A manutenção das funções no novo PCC, agora PFG, foi uma conquista da campanha nacional de 2009 para garantir os direitos dos trabalhadores. Os gerentes de retaguarda (RETPV) passarão a supervisores no PFG, mas sem perda salarial, pois receberão o Adicional Pessoal Provisório de Ajuste (APPA) para complementar seu rendimento.
A implantação de um novo plano de carreiras e os avanços obtidos no PFG são fruto das grandes mobilizações das campanhas nacionais unificadas de 2008 e 2009. No entanto, um dos principais problemas é a redução da jornada com redução de salário.
A transferência não se dará de forma automática nos casos em que o empregado ocupe hoje um cargo em jornada de 8 horas e que no PFG a função equivalente seja de 6 horas, ou o contrário. Esse é o caso do Técnico de Operações de Retaguarda (TOR), cuja função equivalente será de Tesoureiro Executivo, com jornada de 8 horas. Nessas situações, os trabalhadores poderão optar por migrar para a nova estrutura ou permanecer no atual PCC, que continuará existindo. No entanto, quem optar pela segunda alternativa não terá movimentação de carreira enquanto permanecer no cargo. Esses empregados poderão a qualquer momento solicitar sua transferência para o PFG, nas mesmas condições, desde que aceitem a mudança de jornada. Eles poderão também participar de Processos de Seleção Interna (PSI) para outras funções, a qualquer momento. Caso não sejam selecionados permanecerão com o mesmo cargo.
Uma das principais críticas dos dirigentes sindicais durante a negociação é em relação à criação da jornada de trabalho sem limite a todos os chefes de unidade. O Sindicato é contrário a essa conduta e vai continuar lutando para que todos os empregados tenham garantida a jornada de seis horas sem a redução de salário. |