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Nesta segunda-feira (27), sindicatos de bancários de todo o país promovem um Dia Nacional de Mobilização nas unidades da Caixa Econômica Federal em defesa do Saúde Caixa, dos empregados e empregadas e do fortalecimento da Caixa como banco público. Antes do início do expediente, dirigentes sindicais realizam reuniões com os trabalhadores, fazem a leitura do manifesto em defesa de quem faz a Caixa, do Saúde Caixa e do banco público e distribuem um boletim especial sobre a campanha que reivindica que a Caixa aumente sua participação no custeio do plano de saúde.
Em Mogi das Cruzes, nossos diretores estiveram mobilizados em mais uma ação do Dia Nacional de Luta, dialogando com os empregados da Caixa e reforçando pautas essenciais para a categoria. Durante o ato, cobramos do banco o fim do teto de custeio do Saúde Caixa, garantindo a sustentabilidade e o acesso dos trabalhadores ao plano de saúde. Também destacamos a importância da valorização da Caixa como banco público, fundamental para o desenvolvimento do país e para o atendimento da população.
Além das atividades internas, sindicatos promovem manifestações em frente a diversas unidades da Caixa, reforçando a defesa da instituição pública, da valorização de seu quadro de pessoal e da necessidade de garantir a sustentabilidade do Saúde Caixa, uma das principais reivindicações da Campanha Nacional deste ano.
O manifesto destaca que a Caixa exerce papel estratégico para o desenvolvimento do país e afirma que não há banco público forte sem respeito e valorização de quem faz a instituição funcionar diariamente. Também defende mais recursos para o Saúde Caixa, a retomada do modelo de custeio 70/30 (70% das despesas assumidas pelo banco e 30% pelos usuários), com o aumento da participação da Caixa para arcar os custos com o plano de saúde.
O boletim distribuído aos empregados explica que o teto de 6,5% da folha salarial não protege o Saúde Caixa, apenas limita a participação da Caixa no custeio do plano, fazendo com que o aumento das despesas médicas recaia cada vez mais sobre empregados, aposentados e pensionistas. A publicação também reforça que a defesa do Saúde Caixa passa pela manutenção de seus princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional.
A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, ressaltou que a mobilização demonstra a unidade dos trabalhadores em torno da defesa de direitos históricos da categoria. “O Saúde Caixa é uma das maiores conquistas das empregadas e dos empregados da Caixa e precisa ser preservado. Nossa mobilização mostra que a categoria está unida para defender um plano sustentável, de qualidade e acessível, ao mesmo tempo em que reafirma a importância de uma Caixa pública, forte e comprometida com a população brasileira.”
O representante da Contraf-CUT na mesa de negociações específicas com a Caixa, Lívio Santos e Assis destacou que o movimento busca fortalecer a participação da categoria na campanha salarial, a defesa da mesa única de negociações e para pressionar o banco a apresentar respostas concretas às reivindicações.
“Esta mobilização acontece nos locais de trabalho porque é lá que estão as pessoas diretamente afetadas pelas decisões sobre o Saúde Caixa e as condições de trabalho. A categoria quer uma negociação efetiva, com avanços concretos para quem constrói diariamente a Caixa e para o fortalecimento do banco público”, disse o representante da Contraf-CUT.
Lívio também reforçou a importância da presença da Caixa na mesa única de negociações realizadas entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), juntamente com os demais bancos. “A união de toda a categoria bancária em uma negociação conjunta com os bancos fortalece nossa negociação. Unidos, os trabalhadores sempre são mais fortes”, disse. “É preciso lembrar que nos governos FHC, quando a Caixa ainda não fazia parte da mesa única de negociações, ficamos sete anos sem aumentos salariais, enquanto, neste mesmo período, bancários de bancos privados tiveram seus salários reajustados. E, durante o governo Bolsonaro, enquanto funcionários de empresas públicas ficaram sem reajustes, nós, por estarmos na mesa única, tivemos os mesmos reajustes de toda a categoria bancária”, completou.
Luta coletiva
O Dia Nacional de Mobilização integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026, período em que o Comando Nacional dos Bancários negocia com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e, paralelamente, conduz as negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos de cada banco. No caso da Caixa, o Comando Nacional é assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, responsável por representar as reivindicações específicas dos empregados do banco.
A próxima rodada de negociações específicas entre a representação dos empregados e empregadas e a Caixa Econômica Federal está marcada para a próxima sexta-feira (31), em São Paulo, quando a CEE/Caixa voltará à mesa para cobrar avanços nas reivindicações da categoria.
Com informações da CONTRAF |